28 de junho de 2012

Micro-organismos são atraídos pelo aroma das plantas


Estudo conduzido por cientistas britânicos afirma que as plantas emitem cheiros para atrair bactérias e micro-organismos que vivem no solo e ajudam no desenvolvimento.

De acordo com a pesquisa, divulgada em 24 de abril de 2012 na revista científica “PLoS ONE”, sinais químicos foram detectados em plantações de milho e seriam uma espécie de perfume liberado para atrair bactérias benéficas. A descoberta pode auxiliar na criação de novas técnicas de cultivo sustentáveis, sem a dependência de agrotóxicos ou fertilizantes.

De acordo com Andrew Neal, um dos autores do estudo, evidências apontaram a forte presença da bactéria Pseudomonas putida, que, atraída pelo cheiro, leva nutrientes importantes à raiz da planta do milho e também compete com bactérias nocivas.

Segundo os pesquisadores, as raízes de plantas jovens de milho exalam grandes quantidades de produtos químicos conhecidos como “BXS”, que auxiliam o vegetal na defesa de pragas acima do solo, no caule e nas folhas.



Porém, esse composto também atrai as bactérias benéficas, que ajudam a desintoxicar a região da raiz. Os cientistas querem aprofundar os estudos sobre os micro-organismos e verificar como influenciam na qualidade do solo e no crescimento dos vegetais.


Fonte: G1 - Natureza. Publicado em 25 de abril de 2012.

22 de maio de 2012

Peixe-robô: novo equipamento para monitorar a qualidade da água


Universidades europeias que participam do chamado projeto Shoal desenvolveram um peixe-robô que analisa a qualidade da água onde nada em tempo real.



A tecnologia empregada reduz o tempo que se leva para detectar a poluição da água. De semanas, passou a ser de poucos segundos.

O produto será vendido para autoridades portuárias, companhias de abastecimento de água e aquários, entre outros interessados.

Além das universidades, o consórcio tem a colaboração de empresas privadas e o porto de Gijon, na Espanha.

Fonte: Agência Reuters. Folha.com. Publicada em 22 de maio de 2012.



7 de maio de 2012

Podemos comer alimentos que caem no chão?


Muitos já ouviram falar da "regra dos três segundos", que diz que, quando um alimento cai no chão, se for recolhido rapidamente, poderá ser consumido sem nenhum risco.



Quem nunca deu, no máximo, aquela sopradinha para tirar a poeira e engoliu confiando que "o que não mata, engorda"?

Diante dessa crença popular, cientistas da Universidade Metropolitana de Manchester, na Inglaterra, decidiram investigar se a teoria realmente funcionava.

De acordo com o jornal "Daily Mail", eles escolheram então cinco alimentos comuns nas mesas da maioria dos britânicos para serem "derrubados" no chão: pão com geléia, macarrão cozido, presunto, um biscoito simples e frutas secas.

Os alimentos foram deixados no chão por três períodos de tempo diferentes --três, cinco e dez segundos-- e depois foram analisados para checar a contaminação por micro-organismos.

Uma justificativa para a escolha dos cinco tipos de comida foi a diferente presença de água em cada um deles.

O estudo revelou que alimentos com alto teor de sal ou açúcar, no caso, o presunto e o pão com geleia, são mais seguros para comer depois de caírem no chão, por conta da menor chance de bactérias nocivas sobreviverem em tais ambientes.

Ou seja, alimentos processados industrialmente têm vantagem em relação aos mais naturais com relação à contaminação.

As frutas secas e a massa cozida, por outro lado, com apenas três segundos no chão, apresentaram sinais de Klebsiella, uma bactéria que pode potencialmente levar a problemas como pneumonia, infecções do trato urinário, entre outras doenças.

Já os biscoitos também foram considerados seguros, mas por conta do baixo teor de água em sua composição.

"Nosso conselho para minimizar o risco é manter o seu chão limpo e esfregá-lo regularmente", afirmou a pesquisadora Lindsey Taylor.

"O ideal é que os pavimentos sejam também esfregados uma vez por dia, ainda que um terço dos britânicos faça isso apenas uma vez por semana", completou a cientista.


Fonte: Folha.com. Publicado em 07 de maio de 2012.

11 de abril de 2012

Profilaxia pós-exposição ao vírus HIV



Profilaxia pós-exposição (PEP) é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da AIDS, para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, pelo sexo sem camisinha. Esses medicamentos, precisam ser tomados por 28 dias, sem parar, para impedir a infecção pelo vírus, sempre com orientação médica.




Essa forma de prevenção já é usada com sucesso nos casos de violência sexual e de profissionais de saúde que se acidentam com agulhas e outros objetos cortantes contaminados. 

No caso de um possível contato com o vírus HIV, busque, o quanto antes, um serviço credenciado. Esse primeiro atendimento é considerado de urgência porque o uso dos medicamentos deve começar o mais cedo possível. 

O ideal é que o paciente comece a tomar a medicação em até 2 horas após a exposição ao vírus HIV e no máximo 72 horas. A eficácia da PEP pode diminuir à medida que as horas passam. 

A indicação de utilização dos medicamentos para prevenção será avaliada por um médico. 

A população de gays, outros homens que fazem sexo com homens e travestis é uma das populações que tem preferência no acesso a esse atendimento de urgência, visto a proporção de pessoas com HIV neste segmento populacional ser superior àquela da população geral. 


Dúvidas Frequentes:


Quando a PEP é indicada? 

- Depois de uma relação sexual com penetração sem camisinha com alguém que você sabe que vive com HIV ou em casos em que a camisinha rompeu ou saiu durante o sexo com alguém que você não sabe se tem HIV ou não.

- Se você for vítima de violência sexual (sexo não consentido) também deve procurar a rede credenciada para acessar a PEP.

- Caso for profissional da saúde e sofreu algum acidente com agulhas ou outro objeto cortante contaminados, este acesso também está garantido. 


Quando a PEP não é indicada? 

- Você já tem um resultado de teste positivo para o HIV.

- O possível contato com o vírus HIV ocorreu há mais de 72 horas. 

- A relação sexual não teve penetração (como masturbação em dupla, por exemplo), mesmo que sua pele, sem ferimentos, tenha entrado em contato com esperma do parceiro.

- Seu parceiro não gozou na sua boca, no caso do sexo oral.

- Há exposição repetida ao vírus, ou seja, se você faz sexo sem camisinha em várias ocasiões. Neste caso é importante procurar um CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) ou qualquer outro serviço de saúde onde seja possível realizar o teste de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, hepatite B e C, e receber orientações sobre como se prevenir.


Onde devo ir se acredito que tive contato com com vírus do HIV? 

Os serviços ambulatoriais de atenção especializada em HIV e AIDS (SAE) são os serviços preferenciais para o atendimento inicial. 

Os SAE geralmente atendem de 2ª à 6ª feira em horário comercial. Caso você necessite de atendimento em horários em que o SAE não está aberto, procure outros serviços credenciados na sua cidade ou região através da ferramenta de busca de serviços. 

Caso você não tenha certeza se a situação pela qual passou oferece ou não risco de infecção para o HIV, poderá obter mais informações por meio do Disque DST/AIDS (0800-16-25-50). Esse serviço está disponível de 2ª a 6ª feira das 8h00 às 18h00.


Somente devo procurar os serviços de referência para a PEP se eu souber que meu/minha parceiro(a) tem HIV? 

Não, mesmo se você não souber que o parceiro tem HIV em alguns casos também é indicada a PEP. Por isso é importante procurar um serviço credenciado pois somente a avaliação médica definirá a indicação ou não dos medicamentos. 


O uso de PEP por um mês pode ter efeitos colaterais? 

Sim, pode haver alguns, que variam de pessoa para pessoa. Durante a consulta, o médico irá informá-lo sobre os possíveis efeitos colaterais e os serviços de saúde que você poderá procurar caso sinta algum deles. Normalmente os efeitos colaterais são leves e de fácil controle.


Se eu sentir um efeito colateral, devo/ posso abandonar o tratamento? 

Você não deve abandonar o tratamento! Deve ir imediatamente ao serviço de saúde que receitou o tratamento para contar o que está sentindo. É possível trocar os medicamentos. Lembre-se, os efeitos colaterais esperados, normalmente são leves e de fácil controle. Fique atento pois completar o tratamento por 28 dias é fundamental para a prevenção da infecção pelo HIV. 


Serei bem recebido na rede de serviços de referência para PEP? 

Como ocorre, muitas vezes, há todos os tipos de acolhimento. Você deve insistir em que seu caso é de URGÊNCIA e que precisa passar por uma avaliação médica imediatamente! Caso a profilaxia seja indicada, o ideal é começar nas duas horas seguintes à exposição ao vírus e no máximo até 72 horas após. A demora no atendimento pode ser a diferença entre se infectar com HIV ou NÃO! 


Se eu estiver tomando os medicamentos da PEP estarei protegido de futuras infecções pelo HIV? 

Não! Você deve continuar se prevenindo da infecção pelo HIV e também de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) como sífilis, gonorréia, HPV, entre outras, utilizando preservativos em suas relações sexuais.


Onde fazer o teste?

Através do link a seguir você localizará uma unidade que possa fazer o teste, em cidades do Estado de São Paulo.





Informações retirados do site: 
http://www3.crt.saude.sp.gov.br/profilaxia/hotsite/index.php?pags=o-que-e
Vídeo: UOL Notícias. Ciência e Saúde. Publicado em 1º de dezembro de 2012.